Museu Antonio Parreiras terá elevador panorâmico em nova fase de revitalização

Equipamento será instalado para ampliar acessibilidade e conectar casarão ao ateliê, principal espaço do museu, localizado em Niterói (RJ)

Divulgação: Funarj

O Museu Antonio Parreiras, localizado no bairro do Ingá, em Niterói (RJ), entrou em uma nova etapa de obras de revitalização que prevê a instalação de um elevador panorâmico. A iniciativa tem como principal objetivo ampliar a acessibilidade e facilitar o acesso de visitantes ao ateliê do artista, considerado o principal espaço do museu.

Reaberto em janeiro de 2025 após mais de uma década fechado, o museu agora passa por intervenções voltadas à infraestrutura. Entre elas, está a instalação do elevador, que terá capacidade para quatro pessoas e será utilizado para vencer o desnível do terreno, conectando o casarão principal ao ponto mais alto do lote.

O ateliê de Antonio Parreiras reúne parte significativa do acervo, incluindo obras e coleções de arte brasileira e internacional que abrangem do século XVII ao XX, além de objetos pessoais, documentos e livros do artista.

A obra é resultado de uma parceria entre a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) e a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop-RJ), com investimento estimado em cerca de R$ 5 milhões.

Na etapa anterior, concluída em 2024, o museu passou por um processo detalhado de restauração, com foco na preservação das características originais do imóvel, inaugurado em 1942. Entre as ações realizadas estiveram a limpeza individual das telhas, a recuperação do piso peça por peça e o uso de tintas minerais específicas, respeitando a coloração original do casarão.

Tombado por órgãos de preservação como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o museu mantém um importante acervo histórico e cultural.

Com a instalação do elevador, a expectativa é de aumento no número de visitantes, especialmente pela ampliação do acesso a pessoas com mobilidade reduzida, como idosos e pessoas com deficiência. A medida reforça a importância da acessibilidade em espaços culturais, contribuindo para democratizar o acesso à arte e ao patrimônio histórico.

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