Relatório da Feeda aponta fortalecimento da pós-venda, expansão do parque instalado e desafio na formação de mão de obra técnica

A Federação Empresarial Espanhola de Elevadores, Feeda, divulgou seu relatório estatístico de 2025, que aponta um cenário de crescimento moderado e sustentado para o setor de elevação na Espanha. Segundo o documento, o volume total de negócios alcançou 3,611 bilhões de euros, representando um avanço de 3,54% em relação ao ano anterior e reforçando a consolidação do mercado em atividades ligadas à manutenção, modernização e serviços.
O segmento de manutenção e modernização foi o principal responsável pelo desempenho positivo do setor. A receita da área chegou a 2,629 bilhões de euros em 2025, crescimento de 4,9% sobre os 2,506 bilhões registrados em 2024. De acordo com a Feeda, fatores como a consolidação da nova regulamentação técnica para elevadores, o aumento das intervenções de modernização e a expansão contínua do parque instalado vêm fortalecendo a pós-venda como eixo estratégico da indústria.

Na área de novas instalações, o crescimento foi mais moderado. O faturamento com elevadores e escadas rolantes em obras novas atingiu 449,5 milhões de euros, alta de 1,11% em comparação ao ano anterior. Já as exportações apresentaram leve retração de 0,8%, totalizando 532 milhões de euros, embora a entidade destaque que a indústria espanhola segue mantendo presença consolidada no mercado internacional.
O relatório também mostra uma desaceleração no número de equipamentos instalados. Em 2025, foram instalados 16.976 elevadores na Espanha, queda de 0,89% frente a 2024. No caso de escadas rolantes e esteiras móveis, a redução foi mais expressiva, com retração de 15,62%. Apesar disso, o parque total de elevadores em operação continua crescendo e já soma 1.163.874 unidades no país, avanço de 1,48%, ampliando a base de serviços de manutenção e modernização.
Em relação ao emprego, o setor encerrou 2025 com 20.770 profissionais, número praticamente estável em relação ao ano anterior. A Feeda destaca, porém, que ainda existe um déficit estrutural de mão de obra qualificada, especialmente em funções técnicas ligadas à manutenção. Para a federação, os dados confirmam a maturidade e a resiliência do setor espanhol de elevação, cada vez mais sustentado por segurança, acessibilidade, eficiência energética e modernização do parque existente.
Com informações de Interempresas.







