Otis cresce 6% no trimestre e mantém previsão para 2026
Fabricante norte-americana faturou 3,9 bilhões de dólares (cerca de R$ 20,9 bilhões) de julho a setembro, alta de 6%. A modernização cresceu 20%, enquanto a venda de equipamentos novos na China caiu mais de 20%
A Otis divulgou nesta quarta-feira (28) os números do terceiro trimestre de 2026, de julho a setembro. A empresa faturou mais do que um ano antes, puxada principalmente pela área de serviços, que reúne manutenção, reparos e modernização de elevadores e escadas rolantes. A venda de equipamentos novos também cresceu, mas pouco, e continuou em queda na China. Para o ano inteiro, a previsão foi mantida.
A receita do trimestre, ou seja, o faturamento, foi de 3,91 bilhões de dólares (cerca de R$ 20,9 bilhões), 6% acima do mesmo período de 2025. Sem o efeito da variação das moedas, a alta foi a mesma. De janeiro a setembro, o faturamento somou 11,34 bilhões de dólares (cerca de R$ 60,6 bilhões), 7% a mais que um ano antes.
A área de serviços respondeu por dois terços do faturamento do trimestre: 2,62 bilhões de dólares (cerca de R$ 14 bilhões), alta de 8%. O destaque foi a modernização, que é a troca de equipamentos e componentes em elevadores já instalados: as vendas desse serviço cresceram 20%. Manutenção e reparos tiveram alta de 4%. Os pedidos de modernização, que são os contratos novos fechados no período, aumentaram 10%, e a carteira desse serviço, formada pelos contratos já assinados e ainda não executados, ficou 20% maior do que um ano antes.
Na venda de elevadores e escadas rolantes novos, o faturamento foi de 1,30 bilhão de dólares (cerca de R$ 6,9 bilhões), alta de 3%. O resultado mudou muito de uma região para outra: as vendas subiram pouco mais de 10% nas Américas, perto de 5% na Europa, Oriente Médio e África e quase 10% na Ásia-Pacífico, mas caíram mais de 20% na China. Os pedidos de equipamentos novos ficaram praticamente estáveis, com alta de 1%, e caíram pouco mais de 10% na China.
O lucro líquido, o que sobra depois de todas as despesas e impostos, foi de 414 milhões de dólares (cerca de R$ 2,2 bilhões), 11% acima do terceiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, a alta se deve principalmente a gastos que pesaram no ano passado e não se repetiram, como os custos de um programa de reestruturação interna.
Tirando esses gastos extraordinários da conta, o lucro operacional, que é o resultado da atividade da empresa antes de juros e impostos, ficou praticamente estável: 626 milhões de dólares (cerca de R$ 3,3 bilhões), contra 632 milhões um ano antes. A margem caiu de 17,1% para 16%: de cada 100 dólares faturados, 16 sobraram como lucro operacional. O peso veio dos equipamentos novos, cujo lucro caiu de 59 milhões para 42 milhões de dólares, com preços menores e vendas de produtos que deixam menos lucro.
Em serviços, o lucro operacional subiu para 633 milhões de dólares (cerca de R$ 3,4 bilhões). A margem dessa área ficou em 24,2%, abaixo dos 25,5% de um ano antes, mas um ponto percentual acima do trimestre anterior. A Otis atribui a diferença em relação a 2025 ao custo maior com mão de obra e aos investimentos para ampliar os serviços.
A Otis manteve a previsão para 2026 que havia revisado em julho, quando reduziu a expectativa de lucro do ano por causa do aumento de custos. A empresa continua esperando faturar entre 15,1 bilhões e 15,3 bilhões de dólares (cerca de R$ 80,7 bilhões a R$ 81,7 bilhões), com crescimento em serviços e vendas de equipamentos novos estáveis ou em leve queda. O lucro operacional sem gastos extraordinários deve ficar em torno de 2,4 bilhões de dólares (cerca de R$ 12,8 bilhões). A única mudança foi um pequeno corte na previsão do dinheiro que deve sobrar em caixa depois dos investimentos, agora de cerca de 1,5 bilhão de dólares.
A presidente mundial da Otis, Judy Marks, afirmou que os investimentos em equipes de campo e em uma ferramenta de definição de preços com apoio de inteligência artificial ajudaram a manter o crescimento acima de 10% na modernização e perto de 10% nos reparos, além de levar a margem de serviços para acima de 24%.
Na semana passada, a concorrente Schindler elevou a projeção para 2026 depois de um trimestre com mais pedidos. Nas duas empresas, a modernização foi a área que mais cresceu, e a China continuou como o ponto fraco na venda de equipamentos novos.
Os valores em reais foram convertidos pela cotação do Banco Central de 28 de outubro, de R$ 5,34 por dólar, e são aproximados.
Com informações da Otis. Foto: Otis/Divulgação.
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