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Negócios

Schindler eleva projeção para 2026 após trimestre com mais pedidos e receita

Schindler eleva projeção para 2026 após trimestre com mais pedidos e receita
Imagem: Divulgação

Fabricante suíça teve lucro de 852 milhões de francos suíços (cerca de R$ 5,2 bilhões) nos nove primeiros meses do ano e passou a prever margem operacional de 13,5% em 2026, contra 13% antes

A Schindler divulgou nesta quarta-feira (22) os números dos nove primeiros meses de 2026. O terceiro trimestre, de julho a setembro, foi o melhor do ano até aqui: a empresa recebeu mais pedidos, faturou mais e ficou com uma fatia maior de lucro sobre o que vendeu. Com isso, passou a prever um resultado melhor para o ano inteiro.

De julho a setembro, a entrada de pedidos, que é o valor dos contratos novos fechados no período, somou 2,94 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 17,9 bilhões), alta de 10,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025, já descontada a variação das moedas. Segundo a empresa, as três áreas de negócio cresceram: modernização teve o avanço mais forte, manutenção seguiu em ritmo constante e novas instalações cresceram apesar da queda na China.

A receita do trimestre, ou seja, o faturamento, foi de 2,83 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 17,3 bilhões), 5,1% acima de um ano antes, também em moedas locais. No acumulado de janeiro a setembro, a receita chegou a 8,16 bilhões de francos (cerca de R$ 49,7 bilhões), com crescimento de 2,6%. A empresa informa que faturou mais em todas as regiões, exceto na China.

O lucro operacional, que é o resultado da atividade da empresa antes de juros e impostos (EBIT, na sigla em inglês), somou 1,10 bilhão de francos suíços (cerca de R$ 6,7 bilhões) nos nove meses. Isso corresponde a uma margem de 13,5%: de cada 100 francos faturados, 13,50 sobraram como lucro operacional. Um ano antes, a margem era de 12,5%. Só no terceiro trimestre, ela chegou a 14%. A Schindler atribui a melhora a ganhos de eficiência, à mudança na composição do que foi vendido e a ajustes de preço.

O lucro líquido, o que sobra depois de todas as despesas e impostos, foi de 852 milhões de francos suíços (cerca de R$ 5,2 bilhões) nos nove meses, ou 10,4% da receita, contra 796 milhões de francos no mesmo período de 2025. Já a geração de caixa das operações caiu 6,6%, para 903 milhões de francos (cerca de R$ 5,5 bilhões). A empresa explica a queda pela maior necessidade de capital de giro, o dinheiro que fica parado em estoques e em contas a receber.

A carteira de pedidos, formada pelos contratos já fechados e ainda não entregues, chegou a 8,73 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 53,2 bilhões) em 30 de setembro, 4,5% acima de um ano antes em moedas locais.

Com esses números, a Schindler revisou a projeção para 2026. Agora espera margem operacional de cerca de 13,5% no ano, contra os 13% previstos quando divulgou o balanço de 2025, em fevereiro. A expectativa de crescimento da receita em moedas locais, entre baixo e médio dígito percentual, foi mantida. Há um ano, a empresa também tinha elevado a meta de margem depois do terceiro trimestre, de 12% para 12,5%.

O presidente mundial da Schindler, Paolo Compagna, afirmou que o trimestre mostra a estratégia da empresa se convertendo em crescimento com lucro e que o grupo está preparado para aproveitar oportunidades comerciais em um cenário de concorrência em transformação. A declaração vem no momento em que a concorrente KONE negocia a compra da TK Elevator, operação que ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores e que pode levar à venda da operação europeia da TKE.

Os valores em reais foram convertidos pela cotação do Banco Central de 21 de outubro, de R$ 6,09 por franco suíço, e são aproximados.

Com informações da Schindler.