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Negócios

KONE cresce 5% no trimestre e ajusta previsão para 2026

KONE cresce 5% no trimestre e ajusta previsão para 2026
Foto: KONE/Divulgação

Fabricante finlandesa faturou 2,9 bilhões de euros (cerca de R$ 17,3 bilhões) de julho a setembro, alta de 5%. A modernização puxou os pedidos, e a China voltou a pesar na venda de equipamentos novos

A KONE divulgou na última quarta-feira (28) os números do terceiro trimestre de 2026, de julho a setembro. A fabricante recebeu mais pedidos, faturou mais e ficou com uma fatia maior de lucro sobre o que vendeu. O crescimento veio da manutenção e da modernização, enquanto a venda de equipamentos novos ficou praticamente estável, com nova queda na China. Para o ano inteiro, a empresa estreitou a previsão.

A entrada de pedidos, que é o valor dos contratos novos fechados no período, somou 2,29 bilhões de euros (cerca de R$ 13,6 bilhões), alta de 7,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Sem o efeito da variação das moedas, o crescimento foi de 5,5%. Na KONE, essa conta reúne principalmente equipamentos novos e modernização; os contratos de manutenção ficam de fora.

Segundo a empresa, a modernização foi de novo o principal motor: os pedidos dessa área cresceram entre 5% e 10%, com alta de mais de 10% nas obras de menor porte, que usam equipamentos padronizados. Em equipamentos novos, os pedidos subiram pouco. Os grandes projetos cresceram mais de 10%, mas as obras de menor porte caíram.

A carteira de pedidos, formada pelos contratos já fechados e ainda não entregues, chegou a 9,80 bilhões de euros (cerca de R$ 58,4 bilhões) no fim de setembro, 12,5% acima de um ano antes. Sem o efeito do câmbio, a alta foi de 8,6%.

A receita do trimestre, ou seja, o faturamento, foi de 2,91 bilhões de euros (cerca de R$ 17,3 bilhões), 5,2% acima do mesmo período de 2025, ou 3,8% sem o efeito do câmbio. De janeiro a setembro, o faturamento somou 8,55 bilhões de euros (cerca de R$ 50,9 bilhões), 3,2% a mais que um ano antes.

A área de serviços, que reúne manutenção e reparos, é a maior da KONE: faturou 1,33 bilhão de euros (cerca de R$ 7,9 bilhões) no trimestre, alta de 7%. A modernização, que é a troca de equipamentos e componentes em elevadores já instalados, faturou 547 milhões de euros (cerca de R$ 3,3 bilhões), alta de 9,5%. Já a venda de elevadores e escadas rolantes novos rendeu 1,03 bilhão de euros (cerca de R$ 6,1 bilhões), alta de 1%. Sem o efeito do câmbio, houve queda de 0,9%, por causa das entregas menores na China.

Por região, o faturamento cresceu 6,9% nas Américas e 5,3% na Europa. O maior avanço foi na região que reúne Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África, com alta de 15,8%. Na China, o faturamento caiu 5,4%, ou 10,7% sem o efeito do câmbio. Segundo a KONE, a construção continua fraca no país, e a concorrência acirrada segue pressionando os preços dos equipamentos novos.

O lucro operacional, que é o resultado da atividade da empresa antes de juros e impostos, foi de 339 milhões de euros no trimestre. Sem os gastos extraordinários, como os custos da compra da TK Elevator e de reestruturação, ficou em 369 milhões de euros (cerca de R$ 2,2 bilhões), 8,3% acima de um ano antes. A margem subiu de 12,3% para 12,7%: de cada 100 euros faturados, 12,70 sobraram como lucro operacional. A KONE atribui a melhora ao peso maior de serviços e modernização nas vendas, que deixam mais lucro, e à diluição dos custos fixos.

O lucro líquido, o que sobra depois de todas as despesas e impostos, foi de 272 milhões de euros (cerca de R$ 1,6 bilhão), alta de 19,9%. Já o dinheiro gerado pelas operações caiu para 348 milhões de euros, contra 444 milhões no terceiro trimestre de 2025.

Com esses números, a KONE estreitou a previsão para 2026. Agora espera que o faturamento cresça entre 4% e 6% no ano, sem o efeito do câmbio, e que a margem operacional sem gastos extraordinários fique entre 12,5% e 12,9%. Antes, as faixas eram de 3% a 6% e de 12,3% a 13%. Segundo a empresa, o crescimento deve vir de serviços, modernização e da carteira de pedidos, enquanto o mercado de equipamentos novos na China deve continuar em forte queda. Em julho, no resultado do primeiro semestre, a empresa já tinha registrado alta nos pedidos e na margem.

O presidente mundial da KONE, Philippe Delorme, afirmou que a modernização foi novamente o principal motor dos pedidos e destacou o crescimento no Oriente Médio. Ele citou também o lançamento, na Europa, de um modelo de modernização executado em até uma semana, com componentes padronizados e modulares, para encurtar o tempo de obra e reduzir o transtorno para os usuários do prédio.

Sobre a compra da TK Elevator, a KONE informa que o processo segue dentro do previsto. A empresa já recebeu seis aprovações de órgãos de defesa da concorrência, todas sem condições, e enviou à Comissão Europeia os documentos preliminares para a análise da operação. A conclusão depende das demais aprovações e deve ocorrer, no mínimo, no segundo trimestre de 2027. De janeiro a setembro, a KONE registrou 48,5 milhões de euros em custos ligados à compra.

Na mesma semana, a Otis cresceu 6% no trimestre e manteve a previsão para 2026. Uma semana antes, a Schindler elevou a projeção para o ano. Nas três empresas, a modernização foi a área que mais cresceu, e a China continuou como o ponto fraco na venda de equipamentos novos.

Os valores em reais foram convertidos pela cotação do Banco Central de 28 de outubro, de R$ 5,95 por euro, e são aproximados.

Com informações da KONE.