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Projeto

Carris apresenta projeto para substituir elevador da Glória, em Lisboa

Carris apresenta projeto para substituir elevador da Glória, em Lisboa
Créditos da imagem: Gerardo Santos

Nova solução prevê a modernização completa do histórico funicular após o acidente que deixou 16 mortos e 24 feridos em setembro de 2025

A Carris apresenta nesta terça-feira (1º) a proposta técnica para o futuro elevador da Glória, em Lisboa, poucos dias antes de completar um ano do grave acidente que matou 16 pessoas e deixou outras 24 feridas. Segundo a empresa, o projeto busca conciliar requisitos de segurança e engenharia com a preservação do patrimônio e da identidade histórica do equipamento e de sua relação com a cidade. A apresentação acontece às 16h, no Auditório da Ordem dos Engenheiros.

O acidente ocorreu em 3 de setembro de 2025, quando o funicular descarrilou. Após o episódio, a Prefeitura de Lisboa criou uma equipe de missão, com participação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), da Ordem dos Engenheiros e do Instituto Superior Técnico, para avaliar alternativas tecnológicas. Em junho deste ano, a Carris informou que pretende substituir integralmente os sistemas dos elevadores da Glória e do Lavra por equipamentos modernos e certificados, deixando de utilizar os tradicionais funiculares históricos com mais de um século de operação.

Enquanto o projeto avança, o relatório final sobre as causas do acidente ainda não tem data próxima de conclusão. O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) informou que, devido à complexidade das perícias técnicas, o documento deverá ser publicado até o final do primeiro trimestre de 2027. A previsão anterior era de que o relatório fosse divulgado em setembro de 2026.

A seguradora da Carris, Fidelidade, informou que já desembolsou € 2,3 milhões em despesas relacionadas ao acidente, incluindo indenizações a familiares, serviços funerários, repatriamentos e custos médicos e de reabilitação das vítimas. A empresa destacou que alguns processos permanecem em andamento e dependem da estabilização clínica dos feridos e da conclusão das avaliações de danos.