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Mercado

Construção civil enfrenta desafios para acompanhar ritmo de crescimento em Mato Grosso do Sul

Construção civil enfrenta desafios para acompanhar ritmo de crescimento em Mato Grosso do Sul
Créditos: Divulgação/Prefeitura de Campo Grande

Expansão do setor aumenta a demanda por mão de obra qualificada e reforça a necessidade de planejamento, controle de custos e adoção de novas tecnologias

A construção civil vive um período de expansão em Mato Grosso do Sul, impulsionada pelo crescimento econômico e pela chegada de novos investimentos. O avanço aumenta a demanda por mão de obra qualificada, mas também traz desafios relacionados a planejamento, custos, prazos e eficiência na execução das obras.

Em Campo Grande, o setor registrou saldo positivo de 1.467 empregos formais no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Caged analisados pelo Observatório do Mercado de Trabalho da Capital. O cenário foi discutido na noite da última terça-feira (15), durante a segunda edição do II Workshop Semana da Construção, que reuniu representantes do poder público, entidades, profissionais e iniciativa privada.

O debate abordou temas como custos, planejamento, eficiência, mão de obra, qualificação profissional e a necessidade de maior integração entre os diferentes segmentos envolvidos na cadeia da construção.

Planejamento é um dos desafios

Especialista em Engenharia de Custos, Planejamento de Obras e Administração Contratual, o engenheiro civil Aldo Dórea Mattos destacou a importância de integrar as diferentes etapas e profissionais envolvidos em uma obra. Segundo ele, problemas relacionados a prazos podem ter origem em projetos deficientes, falta de recursos, liberação de áreas ou falhas de integração entre os envolvidos.

A mesa foi mediada pela conselheira do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), Isadora Nascimento, e contou ainda com Rodolpho Mangialardo, diretor regional do Senai-MS; Esaú Rodrigues de Aguiar Neto, secretário executivo de Qualificação Profissional e Trabalho do Governo do Estado; Derick Machado, superintendente logístico da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog); e Geraldo Barbosa de Paiva, ex-presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi-MS).

Mão de obra e tecnologia

A falta de profissionais qualificados também foi apontada como um dos desafios do setor. Segundo Esaú Rodrigues de Aguiar Neto, o crescimento do estado e a atração de investimentos têm reflexos diretos na indústria, na habitação e na construção civil. “O Estado passa por um momento de crescimento e de atração de investimentos, e isso gera reflexos na indústria, na habitação e na construção civil. O segmento vem crescendo e criando empregos”, diz.

Além da mão de obra, a incorporação de novas tecnologias também exige adaptação do setor. Recursos de automação, inteligência artificial e sistemas mais eficientes vêm ganhando espaço na construção civil, desde o planejamento até a execução e operação dos empreendimentos.

Elevadores acompanham evolução dos empreendimentos

O crescimento da construção civil também movimenta segmentos especializados, como o de elevadores e sistemas de transporte vertical. A expansão de edifícios residenciais, comerciais e de infraestrutura aumenta a necessidade de soluções que conciliem mobilidade, acessibilidade, segurança e eficiência.

Nesse contexto, o planejamento dos elevadores precisa ser considerado desde as etapas iniciais do projeto. A definição do espaço para equipamentos, poços, casas de máquinas — quando aplicável —, circulação e integração com os demais sistemas do edifício pode evitar alterações e interferências durante a execução da obra.

A adoção de tecnologias mais eficientes também acompanha essa evolução. Equipamentos com sistemas de controle mais modernos, recursos de acessibilidade e soluções voltadas à redução do consumo de energia fazem parte das transformações que atingem o transporte vertical à medida que os empreendimentos se tornam mais complexos.

O II Workshop Semana da Construção foi realizado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), em parceria com Senai-MS, Sebrae-MS e Mútua-MS.

Com informações de Prefeitura de Campo Grande.