Relatório preliminar aponta desconexão do cabo entre as duas cabines como causa do acidente no Elevador da Glória

Ainda segundo o relatório, inspeção realizada horas antes do acidente não identificou falhas no equipamento

Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP

O acidente no Elevador da Glória, em Lisboa, que causou 16 mortes na quarta-feira, aconteceu após “a desconexão do cabo entre as duas cabines”, anunciou a agência pública portuguesa responsável pela investigação, em um relatório preliminar publicado neste sábado.

“A inspeção visual programada, realizada na manhã do dia do acidente, não detectou nenhuma anomalia no cabo”, detalharam os investigadores do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF). Esta primeira nota da investigação reflete as constatações confirmadas e não as conclusões precisas sobre as causas do acidente.

Segundo os primeiros elementos da investigação revelados neste sábado, a colisão do bondinho “ocorreu a uma velocidade de 60 km/h” e “todos os acontecimentos se desenvolveram em menos de 50 segundos”.

O Elevador da Glória, que data de 1914 em sua configuração atual, é composto por dois vagões amarelos que sobem e descem alternativamente por um sistema de contrapeso, um desnível de 45 metros em 276 metros de comprimento, “com uma inclinação média de 18%”, indicam os investigadores do GPIAAF.

“As cabines são conectadas entre si por um cabo que equilibra seu peso através de uma grande roda reversível situada no alto da Calçada da Glória em um compartimento técnico subterrâneo”, acrescentam. “Às 18h (14h00 em Brasília) de 3 de setembro, o Elevador da Glória estava com suas cabines estacionadas em suas respectivas estações.”

Minutos depois, as cabines iniciaram seu trajeto, mas “instantes depois da saída, e após percorrer seis metros, perderam subitamente a força de equilíbrio garantida pelo cabo de conexão que as unia”.

Vítimas

O acidente deixou 16 mortos e 23 feridos – alguns seguem internados em estado grave. Entre os 13 feridos leves que já tiveram alta, dois são brasileiros. Um deles, residente em Portugal, chegou sozinho ao pronto-socorro e recebeu alta poucas horas depois. Também há uma brasileira que, segundo fonte do Itamaraty, continuava internada na quinta-feira.

Reprodução: O Globo.

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