Prefeitura de Campinas lança licitação para compra de 12 novos elevadores do Paço Municipal

Edital prevê investimento estimado de R$ 16,2 milhões e será dividido em dois lotes, contemplando sistemas de tração elétrica e hidráulicos

A Prefeitura de Campinas vai divulgar nesta sexta-feira, 30 de janeiro, a Concorrência Eletrônica nº 001/2026, que tem como objetivo a aquisição de 12 elevadores completos para o Paço Municipal. O edital poderá ser consultado no Portal da Transparência, disponível no canto superior direito do site oficial da Prefeitura (www.campinas.sp.gov.br), ou pelo acesso “Licitações”, na área de “Serviços em Destaque”.

O valor estimado da contratação é de R$ 16.265.404,74. Vencerá o certame a empresa que apresentar o menor preço global por lote. A disputa será organizada em dois lotes: um para elevadores de tração elétrica e outro para os equipamentos acionados por pistão hidráulico. A separação considera as especificidades técnicas de cada sistema e busca ampliar a participação de fornecedores especializados, favorecendo a eficiência no fornecimento.

Atualmente, o Paço Municipal conta com 12 elevadores, sendo 10 de tração elétrica instalados na época da inauguração do prédio, em 1969, e dois hidráulicos incorporados por volta dos anos 2000.

Oito dos elevadores da torre passaram por uma modernização parcial em 1999, que incluiu apenas a troca dos quadros de comando e a atualização estética das cabinas. Itens fundamentais para o funcionamento, como motores, freios e limitadores de velocidade, permanecem os originais. Já o elevador exclusivo do Gabinete do Prefeito recebeu somente uma reforma visual em 2005, sem intervenções nos sistemas operacionais.

De acordo com a diretora do Departamento de Gestão Predial, Adriana Rangel, nos últimos anos houve um crescimento aproximado de 73% nas manutenções corretivas, o que tem provocado maior tempo de inatividade dos equipamentos e aumento no número de clausuras. “Esse cenário afeta negativamente a percepção de conforto e segurança dos usuários”, ressalta.

Ainda segundo o Departamento, as interrupções frequentes e a demora na retomada da operação estão ligadas, principalmente, à dificuldade para encontrar peças de reposição, já que muitos dos componentes dos elevadores em uso não são mais fabricados.

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