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Internacional

Espanha registra avanço na construção de novas moradias no primeiro semestre de 2026

Espanha registra avanço na construção de novas moradias no primeiro semestre de 2026
Fonte: CSCAE

Área licenciada para novas construções cresceu 20%, enquanto projetos de grande reabilitação avançaram 12% no período

A área licenciada para construção na Espanha alcançou 18,7 milhões de m² no primeiro semestre de 2026, cerca de 3,2 milhões de m² a mais que no mesmo período do ano passado. O resultado é o melhor registrado para os primeiros seis meses do ano desde 2019, quando foram autorizados 16,96 milhões de m². O crescimento foi impulsionado tanto por novos empreendimentos quanto por projetos de reabilitação.

O principal avanço veio da construção de novas moradias. Entre janeiro e junho, foram licenciadas 72.056 unidades, aumento de 21,36% em relação ao primeiro semestre de 2025 e de 36% na comparação com 2019. A área total destinada a novas construções cresceu 20%, passando de 12,95 milhões para 15,56 milhões de m². Segundo dados do Banco da Espanha, o país acumulou um déficit de aproximadamente 750 mil moradias entre 2021 e 2025.

Já os projetos de grande reabilitação apresentaram comportamento diferente. O número de moradias contempladas caiu 8%, passando de 30.971 para 28.411 unidades. Apesar disso, a área residencial licenciada para essas intervenções aumentou 13%, de 2,74 milhões para 3,10 milhões de m². Considerando também a área não residencial, a superfície destinada à grande reabilitação chegou a 5,43 milhões de m², alta de 12% e o melhor resultado da série histórica para um primeiro semestre.

Para Marta Vall-llossera, presidente do Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE), os números são positivos diante do cenário de escassez habitacional enfrentado pelo país. “Trata-se de dados muito positivos em um contexto de escassez de moradia, como o que o país enfrenta”, afirma.

A dirigente, no entanto, ressalta que fatores econômicos e geopolíticos exigem cautela em relação aos próximos meses. “A atual incerteza geopolítica e as consequências decorrentes de conflitos como os da Ucrânia ou da guerra do Irã, que levou o Banco Central Europeu a uma segunda alta das taxas de juros em três meses, ou o fim dos fundos europeus Next Generation, entre outros fatores, obrigam a ter cautela quanto à evolução dos próximos meses”.

Vall-llossera também defende a continuidade das políticas públicas de incentivo ao setor, especialmente diante da necessidade de ampliar a oferta habitacional e modernizar o parque imobiliário espanhol. “É imprescindível que o Plano Estatal de Habitação 2026-2030 assuma o papel deixado pelos fundos europeus e, inclusive, impulsione a dinâmica alcançada nos últimos anos para transformar um dos parques imobiliários mais antigos da Europa e dar suporte a um setor estratégico na transição para um país mais sustentável e saudável”.

Com informações de Interempresas.net